Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo. (EF4.11-12)
Desde que me conheço por gente percebo que existem dons que são super valorizados (exemplo: profeta), enquanto outros nem chegam a ser reconhecidos (exemplo: mestre – geralmente tido como alguém que precisa de avivamento), dentre as inúmeras comunidades eclesiásticas. Na prática funciona mais ou menos assim, se não tem “palavra do conhecimento”, não ora em línguas estranhas, não transita no poder da cura milagrosa, não se exalta em grandes emoções enquanto prega, ou ainda nem mesmo tem na aparência um olhar mais cerrado, como quem enxerga anjos, esse tal “não prega em minha igreja”. Não importam suas obras, se sua vida é piedosa, se conhece bem a Palavra de Deus ou exercita a santificação. O que vale mesmo é se consegue fazer chover, ou se cura a dor de cabeça do trabalhador cansado.
Creio nos sinais e em todos os dons que servem para preparar o povo de Deus. Também creio que eles são diferentes em operação, não na finalidade – nos levar de crianças para altura espiritual de Cristo, por meio do amor. Não creio que estão dispostos como hierarquia de importância e, nesse caso precisaria de um mestre em grego para me tirar esta dúvida. Porém entendo que a vocação de cada um não faz que ninguém seja melhor ou maior que qualquer outro – exemplo: o pastor não é maior que o mestre, como também o evangelista não é menor que o profeta. Creio que se fomos vocacionados por Deus, fomos feitos servos de todos.
Os apóstolos tiveram uma forte discussão sobre qual deles deveria ser considerado o mais importante. Então Jesus disse: – Os reis deste mundo têm poder sobre o povo, e os governadores são chamados de “Amigos do Povo”. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, o mais importante deve ser como o menos importante; e o que manda deve ser como o que é mandado. Quem é o mais importante? É o que está sentado à mesa para comer ou é o que está servindo? Claro que é o que está sentado à mesa. Mas entre vocês eu sou como aquele que serve. (LC22.24-27)
cada um considere os outros superiores a si mesmo…
A todos nós pertencem somente os erros. Quando acertamos, podem crer, é obra do Espírito Santo.
Tropical
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